Portugal, minhas origens, raizes, terra dos meus antepassados ...
Portugal, mes origines, racines, terre de mes ancêtres...
Journal d'une fille d'émigrés portugais, née à Paris en 1969.
A la découverte de la lusophonie sous toutes ses facettes.
-O património de um povo é também a sua memória coletiva, e esta não se deve perder. Muitas atividades e profissões que existiam há umas décadas desapareceram e hoje até podem parecer estranhas. É o caso dos aguadeiros. Carregavam barris de água nos chafarizes das cidades e percorriam as ruas para vender a quem passava ou de porta a porta. O pregão típico era: "Água fresquinha! Quem quer, quem quer?" - por Lusa Trilogia
Rito é natural de Freixianda - Ourém, onde nasceu em 1952.
Por ser, desde sempre, atraído para a criatividade, que se vai reflectindo no seu percurso de vida, a arte, preferencialmente pela via da pintura e da poesia, irá nele despoletar e evoluir bem.
Como profissional e artista, a sua formação sempre foi a de um autodidacta. Ele sente, vive, observa, magica e resolve, autonomamente, todos os seus desafios, não fosse ele um verdadeiro artista!
Na pintura, privilegiando sempre a vertente criativa, tem desenvolvido diversas ideias com excelentes resultados, tal como os lindíssimos “Alentejo's” sensuais e algo eróticos que, há vários anos, tanto têm sido apreciados.
Em paralelo com as suas criatividades, tem desenvolvido e aplicado estilos diversos, que muito têm despertado a atenção dos apreciadores.
Para ele, a arte tem apenas duas vertentes: Saber captar e saber criar.
Não desprezando de modo algum a primeira, que também pratica, a criação é, para ele, a essência das artes. É como fazer um pouco o papel do CRIADOR: ELE criou a Realidade, o artista criou a Ilusão. Ler mais: http://rito.webnode.pt/
Em Arraiolos fazem-se tapetes com nome inspirado na toponímia da vila alentejana. Labores que aguardam uma certificação de origem, enquanto bordadeiras continuam a dar vida às telas. Com lã se desenham flores, animais e padrões geométricos. A multiplicidade de cores dos tapetes espreita a cada esquina na localidade alentejana de paredes brancas.
Sara Pelicano
Arraiolos assoma na planície com o seu castelo. As ruas empedradas são ladeadas de casas, esmeradamente caiadas e janelas emolduradas, umas a azul, outras a amarelo. Chegamos com um Sol já baixo. Depois do silêncio das horas quentes, as gentes da vila alentejana acorrem aos postigos das portas, seguem até às esplanadas. Quem durante o dia trabalhou entre quatro paredes, sai à rua para «dois dedos de conversa».
À porta da sua loja, nos tais «dois dedos de conversa» com uns conhecidos, encontramos Maria de Fátima Fortes. É proprietária de uma loja de Tapetes de Arraiolos. O ofício aprendeu-o aos 14 anos em casa, profissionalizando-se mais tarde numa das primeiras fábricas de tapetes que houve na vila.
A origem dos tapetes que se apoderaram do nome da vila alentejana perde-se no tempo. Estima-se, no entanto, que o ponto oblíquo que caracteriza estas peças data do século XV.
A chegada a Arraiolos terá acontecido por volta de 1496, quando algumas famílias mouriscas ao serem expulsas de Lisboa pelo rei D. Manuel I assentaram arraiais na vila. Os anos passaram e a produção cresceu. Na primeira metade do século XVIII, Arraiolos já fornecia outras regiões do País. Tornava-se o principal centro deste tipo de bordado.
A decoração da casa, no chão, na parede, nas mesas e arcas, era a principal função deste artigo manual. Além do ponto, oblíquo como se disse, estes tapetes distinguem-se pelos materiais. São bordados a lã de diversas cores sobre tela de linho, estopa, grossaria ou canhamaço. Maria de Fátima Fortes comenta que o negócio está parado. Actualmente trabalha apenas por encomenda. Mas este facto prende-se não só aos parcos recursos económicos dos dias de hoje, mas também com a falta de certificação de origem dos Tapetes de Arraiolos.
«Eu trabalho na base da encomenda porque a pessoa vem ver que está a ser feito passo a passo, manualmente. Quando são pessoas de longe envio as fotografias de cada passo para que veja o processo em construção e não possa haver duvida que foi aqui feito e à mão», sublinha.
Fátima revela ainda esperança numa equipa que virá averiguar os tapetes durante a festa dedicada aos mesmos. «Parece que vêem ver que a originalidade e autenticidade dos tapetes por causa da certificação», diz, confessando não ter grandes pormenores.
A festa «O Tapete está na Rua» decorre no centro histórico da localidade de 3 a 13 de Junho.
Na loja, que possui há 26 anos, Maria de Fátima conta com a ajuda de duas funcionárias. No dia da nossa visita uma das bordadeiras estava ausente, mas tivemos a oportunidade de falar com Francisca.
«Na minha aldeia, no Vimieiro, aprendi com os mais velhos a fazer os tapetes. Como precisava de ter um ofício, dediquei-me a esta arte. Há 24 anos que sou bordadeira de Tapetes de Arraiolos», conta, desviando por fim o olhar e as mãos laboriosas, conhecedoras da rate, do desenho.
No processo de bordado há etapas a construir. Passar as meadas de lã pela dobadoura, utensílio de madeira com quatro paus que fazem um quadrado que gira sobre uma roca. A meada de lã é colocada pelos quatro paus, pega-se numa ponta e começa a enrolar. A roca vai girando e faz com que o fio da meada se desenrole.
«Na hora de bordar tirar a lã do novelo é mais fácil», comenta Francisca. «Em seguida vem aquilo que menos gosto de fazer que é o contorno do desenho. Bem, eu gosto porque não é monótono, mas quando me engano e tenho de desfazer, custa muito», confessa.
Uma vez o contorno concluído, faz-se o enchimento. Como alternativa fica a possibilidade de colocar uma franja.
Também a origem dos desenhos se perde no tempo. Os motivos que chegaram aos nossos dias serão sobretudo inspirados na Pérsia. Pelo ano de 1600, mercadores que transaccionavam alcatifas espanholas e orientais terão recorrido à experiência alentejana para que fossem feitos artigos com decorações persas.
A origem mourisca terá assim passado para uma influência oriental. Imitaram-se sobretudo os modelos da Pérsia Oriental.
As influências dos Tapetes de Arraiolos parecem ser várias e dispersas no tempo. No entanto a arte ficou até aos dias de hoje e faz-se por mulheres orgulhosas em colocar na tela flores, animais e mesmo desenhos geométricos. Extrato do site Café PORTUGAL
"Sina Nossa é um grupo de músicos constituído por 5 jovens luso-descendentes, um brasileiro e um alemão que se juntaram em 2005 com o intuito de dar ao fado um rosto moderno. Este grupo tem evoluído um reportório multifacetado, com temas própios e temas clássicos do fado, convencendo o público - seja português ou de outro país - com a sua energia no palco e com a voz sensual e carismática de Anabela Ribeiro.
Sina Nossa não é um grupo de fado no sentido clássico. Basta olhar para os intrumentos utilizados como piano, acordeão ou percussão para notar que este conjunto musical gosta de ultrapassar fronteiras. Gostam também de misturar os seus fados com outros estilos musicais. Nos temas podem-se ouvir influências de música clássica, pop e jazz. Os arranjos trazem vestígios de tango, flamenco, latin e gypsy-swing. Mas é esta mistura ecléctica que faz dos Sina Nossa um projecto especial com um futuro prometedor." Site SINA NOSSA
Paulo Patoleia fotografa rostos. Rostos de gente simples, de gente digna. Pela objectiva do fotógrafo transmontano entra a alma do seu povo. A essência antiga de um povo resistente, envelhecido, simples e humano...
"Luar na Lubre es un grupo gallego de música folk. Luar significa en gallego resplandor de la luna; lubre era una especie de bosque mágico para los celtas. A lo largo de su carrera como formación musical ha difundido y valorado la cultura y música gallega, llevándola a lugares recónditos del mundo."
"Nos anos 60, Gérald Bloncourt fotografou uma criança portuguesa num bidonville em Paris, os bairros de lata construídos pelos emigrantes. A imagem haveria de se tornar num ícone da emigração portuguesa, mas o fotógrafo haitiano só este ano descobriu a sua identidade. Maria da Conceição Tina foi conhecê-lo a Paris e descobriu-se a si própria."
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